Helena Vilela - Uma arquiteta que escreve

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Repertório e Criatividade

Nem tudo precisa ser preto no branco

Livro: O mundo de Acordo com as cores, de Jamie Fox

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Helena Vilela
mar 15, 2026
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Uma vez, um amigo me disse que viveu a fase azul do Picasso por um período de sua vida. Eu fiquei apreensiva, afinal esta foi uma fase extremamente melancólica do artista. Mas na verdade, no caso dele, foi quando ele foi lavar roupa sozinho pela primeira vez no intercâmbio e, acidentalmente, uma meia azul tingiu uma máquina inteira de roupas brancas.

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Imagem: O Quarto Azul (1901), de Picasso. Fonte: http://www.phillipscollection.org/willo/w/size4/1554w.jpg linked from this webpage, PD-US, https://en.wikipedia.org/w/index.php?curid=47049420

Vale a leitura: The 6,000-Year History of Blue Pigments in Art

Além de Picasso, quando penso em obras de arte azuis, lembro de Van Gogh, Matisse, Rothko e, claro, Yves Klein. Eu consigo pensar em mil poemas com a cor azul sendo citada. Eu consigo fechar os olhos e ver o mar grego. Eu posso cantarolar músicas de Gal Costa, Billie Holiday, Joni Mitchell e tantos outros que mencionam a cor azul. Azul tem esta presença na arte de uma forma incrível. Talvez a minha menção preferida da cor seja no poema do poeta grego Odysseus Elytis, laureado com o Nobel de literatura, que disse: “My God, how much blue you spend so we cannot see you!” que questiona quantos tons de azul Deus usou para criar o horizonte grego como uma forma de não ser visto.

Casa Trabalho Estilo #2 | Ashley Olsen

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Helena Vilela
·
January 14, 2022
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Esta semana, especialmente no meu feed do instagram, a cor azul teve uma presença marcante. A cor, que marcou presença em um único vestido no desfile da marca estadounidense The Row, das gêmeas Mary Kate e Ashley Olsen não passou despercebida.

Eu sou fã da marca, de como ela reinventa o luxo, como no caso do banimento dos celulares nos desfiles, e, mais ainda, das referências que a marca contempla em seu processo criativo. Se formos procurar em sua conta no instagram, é possível perceber que o azul já estava aparecendo há um tempo - seja em capa de cd (a marca tem uma conta ativa no Spotify com playlists mensais interessantíssimas), em obras de Marc Chagall, De Georgia O’Keeffe ou de Jean Cocteau.

Print screen do feed da marca The Row. Reprodução do instagram.

O repertório da marca inclui esculturas, pinturas, fotografias e arquitetura. Até a Casa das Canos de Niemeyer já foi vista por lá. É inegável que o período moderno influenciem as diretoras criativas da marca, cujo olhar já estudei aqui.

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